sábado, 8 de agosto de 2009

ETIQUETA, UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO!

Por ser irreverente, aprecio de maneira sistemática, as questões de etiqueta. Gostaria de não ser assim, mas na próxima... escolherei melhor em que cegonha... Mas isso é coisa para outro momento. Quando era criança, nem todas as casas possuiam "cadeira alta" e o recurso era colocar uma lata sobre o acento da cadeira e estava resolvido o problema. Num desse sagrados dias de minha vida fui almoçar na casa da Tia Pina, (mãe da Zaira, Irminha, Benoni, Miriam, Jone e Rose, esta minha comadre), e ao me servir de um pepino, meu tio Emilio, um dos melhores professores de etiqueta à mesa, fez uma correção que jamais esquecerei. Ao cortar o pepino, deixei no prato o pedaço que havia fincado o garfo - coisa impensada na hora por não saber - ele me orientou para que sempre que a parte fosse tocada pelo garfo, esta viesse ao prato. Não há dia e hora que estou comendo em casa ou em outro lugar que deixo de botar reparo (esta expressão é da minha amiga, Suzi Pelegrini), nas atitudes dos comensais que estão por perto. Certo dia em um almoço, na mesa próxima havia um deputado estadual com mais algumas autoridades. Pois três deles cometeram o mesmo erro que eu. Foi desta forma, entre outras tantas, que se percebe a interelação entre educação e etiqueta, entre simplicidade e sofisticação. Meu tio Emilio, neste momento, foi um belo gestor daquilo que faltou aos integrantes da mesa ao lado: Educação!

VAMOS CRIAR O DIA DOS FILHOS?

Amahã é nosso dia. É engraçado como o sistema capitalista criou dias especiais. Vendem de tudo e em condições que mesmo nao sendo pai, sempre haverá quem se aproveite da situação. É isso mesmo que o capitalismo quer. Mas não é isso que vou apontar. Se se é pais é poque se tem filhos. Eu tenho dois, o Bruno e a Luciana. Os dois me consomem. O Bruno mais que a Lú, pois como está fora, fica mais difícil mas quando chega... Senhor! Na quinta-feira, por conta da suspensão das aulas o Bruno pediu para fazer bife à milanesa (z?)... Qual a minha supresa. Fez tão bem quanto eu. Coisas assim são presentes. As poucas vezes que o Bruno foi para a cozinha, a comida saiu boa... isso tem um significado interessante pois nunca parei para mostrar isso ou aquilo... o que aprendeu foi olhando. Tem uma regra na Sociologia, também adotada pela História e Antropologia, que a figura masculina passa para o filho aspectos e traços culturais, enquanto que a figura feminina passa a palavra. A Luciana por sua vez também tem dotes na cozinha mas as vezes liga para saber como se faz molho branco... ou como passar um vestido... As duas tarefas citadas passaram diretamente do pai para os filhos sem serem os mesmos atuantes no cotidiano. Mas isso vai mais fundo. Quando se é pai, nuca se sabe o que fazer nas horas críticas, naqueles momentos onde as nuvens pretas da familia Adans se acomodam sobre a casa... Pois acredito que este é o momento onde os filhos ensinam os pais, porém de forma inversa, como se olhássemos num espelho. Que presente maior podem nos dar filhos assim? O que é bom tem que ser dito. Um dia desses, lendo um artigo do Caio Prado Jr. ele escreveu algo que me chamou atenção: é comum acreditarmos tanto no que os outros dizem, escrevem ou fazem, que deixamos de acreditar em nós mesmos pois quando chega a hora do exemplo sempre temos a sensação de que os outros (no caso os filhos) sempre fazem melhor... isto com o tempo passou a abalar a auto-estima das duas partes, deles e minha. Depois disso resolvi da mais anteção aos traços da persoanalidade de ambos e começei a perceber que eles cresceram e aquele pai que os criou tem sua parcela de carinho, amizade e muita alegria em saber que há amor de forma recíproca. Feliz dia dos FILHOS!

OS FIOS DE UMA VIDA

Hoje pela manhã estive na loja da Noka, minha prima filha da tia Otília. O que fazer lá? Explico. A Tia Pierina, mão da Jojo e da Jôse ( coloco o acento sobre a letra "o" para saberem que não é José) ira fazer uma renda de crochê para uns "brise-brise"... não é para meu enxoval, acreditem, outra hora relato...a finalidade. Bom na expedição estava junto a parceirona Jojo... que antes de conversarmos com a Noka, fizemos um breve lanche, duas fatias de torta com uma xícara de café, na nova cafeteria da Marina Schipper... bom chegando a Noka, fomos ao local onde se encontra o depósito de fios, linhas, lãs e tecidos, adquiridos ao longo dos anos pela tia Otília... Senhor, meu bom Pastor ! o que vi por lá me fez recordar as jornadas da tia em Porto Algre. Algumas são inenarráveis, outra nem tanto... mas vou contar uma que é das boas. Fiél con veniada da Golden Cross, fui junto com a tia para verificar a possibilidade de internação para ... Como qualquer etandimento, aquele foi péssimo sendo que nos deixaram sentados por mais de 30 minutos. Conversei com a dita atendente eis que enfim o retorno da solicitação veio, lígico que negativo. Ela e eu saimos tristes, cada um de nós amargurado pois as dificuldades materiais da tia eram constantes face ao seu estado de saúde. Nem bem atravessamos a Av. Salgado Filho um taxista deixou o carro ... o que fez com que o cano da descarga encostasse na perna da tia sendo que o mal estava feito. Queria levá-la ao Pronto Socorro mas ela negou-se... atravessou a rua como uma bailarina, - e eu trás - tomamos o elevador e chegamos no sétimo andar... do escritório da G.C. Nunca vi uma pessoa tão furiosa e com um espírito crítico tão afiado. Olhou para a dita lançando o olhar para a penas machucada e disse: " só saio daqui dentro de uma ambulância, ao contrário vou sangrar até morrer... eu fiquei apavorado tamanho era a "sanguera" ... resumo da ópera, a ambulância vei, ela foi encaminhada para o hospital Moinhos de Vento em apartamento individual com direito a acompanhate. Adivinhem quem era o acompanhante? Eu. Ficamos hospedados três dias comendo do melhor... lógico que a caipira era algo a ser pensado. Sepois de passado o episódio rimos muito... Acreditem se quiserem mas a cada vez que o nome de Otília Ackermann ecoava no sétimo andar... era um risco só... Numa oportunidade chegamos a tomar uma chícara de chá com um dos diretores... Para saberem: Ao voltar da Noka, almocei na Pierina com direito a uma bela caipira, tortei feito na hora e vinho. A Jôse passa a massa muito bem. Este crédito, entre outros tantos é dela pois acho que a jojo sempre encontra uma forma de chegar na hora "h". ( brincadeira )

ERROS NA DIGITAÇÃO

Pezados leitores. Por favor não me creditem os erros de grafia nos textos que escrevo. Acabo de ler alguns deles e estou apavorado. Sou rigoroso na escrita e tem coisas ali que atribuo a alguma alma do andar de baixo ou de cima... vou descobrir. Grato

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A LANDA E O LINO

Duas figuras tipicas de Gramado. Isso tem muito a ver com o Dante Bordin. Homem caridoso como só ele os proveu por décadas. Mas os personagens eva almas errantes que, segundo as más líguas fruto de insesto, coisa que não acredito. Contudo viviam rindo. Ele sempre na frente e ela, aos tropeços dois ou três passos atrás. Aliás a Landa tinha que dar aula de etiqueta a muitas mulheres de autoridades. É um escândalo que se vê. Só para saber: se a mulher está acompanhando o marido numa cerimônia ou ato oficial ela deve fazer como a Landa fazia, ficar atrás do dito. Tem politico por aí que ainda carrega a mulher pelo braço como se a coitada fosse uma ecepcional sem saber o que faz ou por onde anda. Mas voltemos ao fato. A landa não possuia um único dente, ele no entendo tinha as duas presas. Andavam pelas ruas da cidade e mereciam o respeito e a comiserção de todos. No tempo do bar da Pierina, onde hoje está a Starson havia sempre um sonho para os dois. Ao chegarem na paróquia São Pedro não foi uma ou duas vezes que vi o Cônego Izidoro alcançar bolachas e suco de uva. A Irma Perini, alma cujo coração não podia ser maior, fazia algumas peça de roupas para ambos. Se não me engano, o alfaiate, sr. Wili ??? deu um casaco sobre-tudo ao Lino o qual o acompanhou por décadas. Mas a minha temática é o riso. Pergunto: Por que não rir? Por que não achar graça em algo... pode ser até sobre uma pessoa... por não? Não se trata aqui de desrespeito ou algo que desmonte a alma de que ri... mas o fato de dar uma boa gargalhada deve ter o mesmo sabor que aqueles que mandam alguém tomar no cú só pelo fato de se sentirem bem... deixem eles dizerem ... mas nós vamos rir... Conheço várias pessoas que tem medo de rir pois se o fizerem, segundo o meu juízo, perderão a autoridade... Senhor Jesus, Acolhei estas almas sob seu manto... elas estão mortas e não sabem! Lembro-me do livro O nome da Rosa. Alí a Igreja envenenou pessoas pois aprenderam a rir. Quando trato do riso não me refiro ao sorriso hipócrita só para se fazer de simpático(a). Ao contrário de pessoas que possuem sorrisos lindos e simpáticos tem pessoas que são tão antepáticas que ao sorrirem ficam feias. Isso é um pecado. Ainda, segundo a tradição machista homem não pode rir nem chorar. É por isso que existem tantas mulheres infelizes cheias de varizes e com a melancolia escrita na testa. Mas também tem mulheres que riem muito longe dos seus homens com medo de serem tomadas por vulgares. Estas não são vulgares, são cretinas! A onde ja'se viu parar de rir só porque o homem está por perto? É óbvio que tudo tem hora e local. Mas é exatamente fora do local e na hora imprópria que o riso aparece. Tem coisa melhor. Eu por exemplo não me contenho em velórios. Tudo é motivo de riso. Alguns dizem que é o sistemaa nervoso. De um modo ou de outro rir é muito bom e me faz muito bem. Danem-se os que não gostam!

LAGO JOAQUINA RITA BIER E O AGNALDO RAIOL

É comum os noticiários tratarem Gramado como a pérola mais preciosa do turismo regional e nacional. Mal sabem eles das peripécias que a comunidade fez para chegar até aqui. Um dia falarei dos ciganos que passvam por aqui. Hoje vou descrever a cena do lago numa das noites que o Agnaldo Rayol veio cantar para uma trezena de pessoas, sob uma temperatura de 9 ou 10 graus. Acredito que o espetáculo era parte de alguma edição da Festa das Hortênsias. Meu pai tinha uma kombi, com a qual entregava pão. No final da tarde ele a estacionou - onde hoje é o primeiro refúgio aos que querem se sentar e olhar para o lago... As hortênsias, de dia claro e ensolarado, faziam sombra aos que passavam pela rua... Lá pelas tantas eis que surge o astro e, sob os apupos da platéia ansiosa, cantou... Minha mãe sempre foi uma excelente cozinheira, minhas tias nem o diga. A kombi era uma confeitaria ambulante. Pastel e gasosa ( lembram ?) não faltava... Os veranistas, aos uivos, gritavam mais uma! mais uma! e lá vinha o Rayol dentro de um smoking branco e soltava a gargante. Isso levou horas e nós dentro da kombi labendo os beiços ao sabor das "gulodices". Lá pelas tantas, um Hóóóóóóóó! tomou conta do ambiente. Pois não é que uma dita, de maiô e com touca de borracha (aquelas coisas de banho de praia) se jogou no lago para abraçar o rouxinol que cantava? Este episódio, foi mais ou menos a cena protagonizada pelo poeta no festival de cinema no passado recente. Todos ficaram atônitos ao ver o que estava ocorrendo. Acho que o prefeito da época teve vontade de pegar a dita e afogá-la... mas como todos estão acostumados a dizer foi mais uma excentricidade e logo o tempo passa e as pessoas esquecem... Porém são estas pequenas coisas que constróem a historiografia de uma comunidade. Temos que ler o livro do pekinha... ali tem coisa muito boa!

O PONTO DO ÔNIBUS

Acaso a expressão MUVUCA existisse no final dos anos 70 e incio dos 80 era essa e mas qualificada palavra que poderia expressar nossas vidas em Porto Alegre. Esta eu vou escrever para a JOJO, se aguém não a identifica é a Professora Joanete Carniel... ( jojocarniel@hotmail.com). Junto dá para colocar Rosa de Giacomentti atualmente ( há quase trinta anos Senhora Galli), Tessália ( amiga nossa de Floripa), Marina, minha irmã... e por aí vai. Estas ditas moravam na rua ( esqueci o nome mas era paralela Felipe Camarão... O Ap delas era mais um refeitório. Explico. A jojo, eu e a Tessália, sempre fomos bons na cozinha... A Tessália éra meio descançada... mas a coisa saia sempre ( ela e nós nunca esquecemos a garrafa de Vodka). Fazíamos muitas coisas. Um dia minha tia, a mãe da Jojo e dita e eu... pagamos um ônibus da Carris para irmos a PUC... não me perguntem fazer o quê. Sempre tive a tendência de fazer os outros rirem, isso me diverte muito. Entrei na frente e andei pelo corredor meio desleixado, capengando numa linguagem mais clara!. Elas começaram a rir e eu firme... Lá pelas tantas o motorista parou e com voz de autoridade mandou-as descer. Eu, quando vi que a coisa estava ficando séria, sentei-me e fiz sinal de positivo ao motorista pelas suas sábias palavras a meu estado físico. Minha tia ouviu dele o seguinte: dela (se dirigindo para a jojo) eu não me espanto porque é uma estudante mal educada como todos que entram aqui, mas a senhora, isso eu não admito! Pois não é que o motora as fez descer sob os aplausos de quem teve o prazer de estar ali naquela hora. Como não queria levar o troco e ser linchado, esperei até a próxima parada e desci... Ao longe pude assistir as duas se retorcendo de tanto rir. Esta passagem é uma das mais autênticas caricaturas da minha vida em POA. Outras tantas, com mais ou menos relevância virão, aos poucos, para estas páginas. Fiquem espertos!.