Relembrar significar voltar ao passado, seja ela próximo ou distante. Cada um de nós faz isso sem pensar. Nestes dias de geada, volto aos anos sessenta, quando morávamos nos fundos do prédio onde está a farmácia Agafarma, na rua Garibaldi. Saíamos para ir ao Grupo Escola Santos Dumont, que estava edificado exatamente onde está o Banrisul. O Prédio do Banco do Brasil, veio uma década depois e toda a extenção que da esquina até o pé do butiá (?) que divide o terreno do espólio do senhor Walter Bertoluci era um gramado de dar gosto. Na margem da calçada pela rua Garibaldi havia um chorão ( acho que esta geração nem imagina que árvore estou falando), os "galhos"eram comprido e não desperdiçávamos a oportunidade de fazer um jump agarrando um feixe de "galhos". No inverno isso era mais emocionante pois deslizávamos sobre a geada até chegar no limite do muro que dava para frente da escola. Um depois do outro ninguém deixava de participar da peripécia. O maior problema é que os pés ficavam gelados e reclamar seria levar um belo castigo; então se "guentava no osso". Mas o tempo e os exemplos sempre foram remédios admiráveis. Lá pela terceiro ano tivemos como professora Marisa Bertolucci, um dia falarei especialmente dela, e sem cerimonias disse que no dia seguinte poderíamos levar os chinelos de pano (aqueles que foram substituídos pelos abomináveis chinelos de dedos). Pronto. Estava resolvido o problema das crianças que bailavam como primatas agarrados em galhos do chorão. É interessante observar como a escola sempre esteve por perto dos acontecimentos!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
UMA MESA AO SOL
Hoje finalmente dei um lugar justo e merecido a uma mesa que provavelmente tenha mais de cem anos, considerando o tempo em que a madeira foi serrada e a mesa construída. Segundo que entende, o lenho é de carvalho com pinho, duas espécies que atravessam várias gerações. A história dessa mesa é muito curiosa. Nos últimos anos da década de sessenta, Irma Perini Zanatta abastada em saúde e determinação e com uma mão para cozinha como poucas, construiu uma meia água nos fundos do seu terreno na rua Theobaldo Fleck. Ali, por décadas ela fez de tudo; costurava as indumentarias dos sacerdotes, lava de joelho o piso da Igreja matriz, e fazia os melhores pastéis que algum já teve a sorte de provar. Como sobrinho predileto, sempre tive a felicidade de ter esta iguaria por perto. A mesa da qual me refiro, veio parar em minhas mãos, assim como todo o madeirame da meia água, Quanto as tábuas, de vez enquanto faço alguma coisa, mas a mesa me cobiçava. Hoje ela foi para num lugar, que se não é o mais indicado, recebe a luz do sol, o que me leva a ver a face sempre sorridente de minha tia. Pessoas como ela deveriam ser clonadas por decreto!. Durante praticamente todo o dia fiquei preparando o lugar. Posso dizer que foi emocionante vê-la em em primeiro plano no espaço destinado. Por volta das dezessete e trinta horas, Bruno, meu filho chegou em casa e criticamente disse que "esse não é o melhor lugar" Bem sai eu que o lugar de destaque desta mesa é dentro de um espaço cultural, com uma biografia da minha tia... Respondo a ele que me desse alguns dias de felicidade pois ao passar por ali , ao ver a mesa veria minha tia ... isso é estranho, tanto para ele que não chegou a conhecê-la pois era ainda criança quando do seu passamento quanto para mim que tanto desejei ver esta mesa respirando o ar livre como ela tanto fez durante sua vida. A história de vida das pessoas obedece um ciclo e este ciclo poucos, muito poucos, próximos ou distantes, podem vivenciar. Carlo Ginzburg, autor de renome internacional que estuda a microhistória, refere que os pequenos indícios são fontes importantes para reconstrução do passado. Isto também é difícil mas não impossível de ser creditado a alguém... mas num pais onde sempre se cantou o hino nacional, da bandeira... se decorou datas ditas por importantes, conheceu-se também por decoreba os nomes de ministros ... só para citar alguns, conhecer e aprofundar-se de uma geração para outra as regras da Nova História, é difícil... mas como costumo dizer, na História do homem não há culpado e sim responsáveis. Incluo-me nesta categoria. Acredito ter amenizado a minha responsabilidade em dar a mesa um lugar ao sol, merecidamente.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
RUA FELIPE CAMARÃO, 100/ap101
Não dá para esquecer.Ainda ontem comentando com alguns amigos, voltei aos tempos em que fomos morar em Porto Alegre. O João Batista Rossi (nona) e o Luiz Gustavo Marcadenti (só Gustavo) já habitavam o ap. Em março de 1979 foram para lá o Osmar José Accordi, o Mazé, o Luiz Carlos de Giacometti, o Jaco e eu, que além de me chamarem pelo apelido Tato, logo ganhei mais um... acreditem de Maria. Esta atribuição saiu da boca sempre felina do Gustavo, mas nunca lhe tirei a razão e nunca desferi nenhum golpe de raiva... sempre achei engraçado e rimos muito. O que vou escrever é o mais fiel dos relatos e tenho plena convicção que depois deste fato, o codinome Maria me valeram créditos. Na Avenida João Pessoa, abriu uma discoteca, cujo nome não recordo mas sei que o lugar era badalado. Fizemos de tudo para comprar ingressos até que o "bando" de Gramado apareceu. Alguns chegaram a comprar ingressos falsos... mas o meu era autêntico. A casa estava lotada a ponto das mesas se transformarem em pista de dança. Naquela época eu pesava seguramente 30 quilos a menos... e não deu outra: minha amiga Jaqueline fez o sinal e fui... Não sabíamos que a dita mesa tinha só o pé do meio... e na segunda reviravolta fui ao chão como uma jaca madura ( nunca vi uma jaca madura caindo!) mas o tombo me valeu o deslocamento do joelho - a coisa foi feia - a ponto de ser tirado da casa num tempo muito curto. Fui levado para o Pronto Socorro por um motorista de táxi que ao entrar disse que se eu urinasse,pagaria o dobro da conta. Depois de longas horas, peguei outro táxi e fui embora... isso já era sete da manhã. Quem está chegando na mesma hora? o Gustavo. Não fosse a cena que ele presenciou talvez meu apelido de infância nunca teria um parceiro. Eu estava todo estropiado e pedi ao motorista que me ajudasse... o benemérito me tirou e me pegou no colo. Tudo o que veio depois foram horas de muitas gargalhadas. Escrevo isto como uma homenagem ao Gustavo que partiu cedo demais.
Estamos vivendo tempos tormentosos na politica, nas relações pessoais, na religião, na sociedade como um todo. Parando para pensar estamos deliberadamente fazendo, ou melhor, deixando de fazer o Bem. Escrevo com o "B" maiúsculo pois o Bem que quero tratar é aquele do coração. Os filósofos gregos e depois os romanos tinham por base o Bem como algo supremo... hoje deixamos de pensar no supremo pois não entendemos o que venha a ser "supremo". Lanço um desafio ao meu leitor: Quando você contra alguém que há muito não vê qual é a sensação que lhe toca? Acredito que este sentimento ou sensação é a mais pura manifestação do Bem. Outro desafio: procure em todos os livros que você já leu, nos anais religiosos, nos cartões de aniversário/formatura/casamento e por aí vai e veja se o que está escrito não é a mais íntima sensação/maifestação do Bem. Pois é, ali está o bem que queremos desejar ao nosso semelhante... mas assim mesmo são fracas as nossas armas. Um dos mais séticos autores que ja li, falo do Saramago, na obra Ensaio Sobre a Cegueira, que foi transformada em filme, por favor assistam ou leiam o livro, trata a manifestação do Bem como algo supremo. Quem sabe se não exercitássemos um pouco mais as nossas atitudes, o Bem que hoje falamos ou pensamos poderia ser diferente?
VER OS FILHOS CRESCER
Temos tudo para sermos felizes mas deslizamos em peraus altíssimos, ou profundos dependendo da visão...quando a prática suplante a teoria. Dia 01/08 Luciana que nasceu 'ontem' faz 20 anos. Bruno que nasceu um pouco antes irá completar 22. Estou no meio do caminho. Para traz ainda nao podemos ir, para frente nao quero ficar distante deles, para o tempo é impossivel. Então o negócio é curtí-los (que expressão boba, igual a que todo mundo fala/escreve) então vou usar a expressão apaixonar-se cada vez mais... sim é essa a expressão que quero usar. Mas os tempos estão bicudos como dizia Mário Quintana e hoje temos pouco tempo para pensar em não tê-los a todo o instante. Será que sempre foi assim? Cotidianamente ouvimos falar que "colocamos os filhos no mundo ... para os outros e não para nós... que loucura isso! Eles são para nós a todo o instante mas com a diferença que aos poucos, perdermos os hábitos que muitas vezes ensebam a relação. Olho para eles como quem vai para a batalha. Há algum tempo assisti o films Batman Beguins ( acho que é assim que se escreve... me corrijam) e o mordomo Alfred disse ao Senhor Weine mais ou menos isso seus pais adorariam ver o senhor assim... Pois a arte imita a vida acredito que gostamos de ver nossos filhos assim,,, angustiados, felizes, brincalhões, sempre atrasados, teimosos, torcendo, olhando a vida passar, assumindo responsabilidades, abrindo espaços... formando-se.... e por aí vai. Pobres pais que não tem isso no seu ideario.Pobres sociedade que não prepara seus filhos para serem pais, pobres somo nós quando somos intolerantes não com eles mas com nós mesmo por não entendermos que ver os filhos crescer é uma tortura psicológica e uma perda quase que irreparável.
RAIMUNDO FAORO E A POLITICA
Acredito que Raimundo Faoro, deve estar nos olhando e de carta forma rindo da nossa cara. Na época em que urdia a Ditadura ele escreveu a obra OS DONOS DO PODER, a qual pode ser encontrada em um ou em dois volumes. Todo cidadão brasileiro deveria ter acesso a obra, mas professores de E.M seja de escolas públicas ou privadas deveriam oportunizar uma reflexao em conjunto com seus alunos. Na Universidade deveria ter no mínimo vinte créditos só para os ensaios. Há um capitulo especial que trata do paternalismo, coisa que não é dificil entender, mas está cada vez mais dificil compreender como está se transformando os escândalos do pais em rotinas banais sem qualquer preocupação de efetivamente efeutar mudanças. Ouve-se nas rádios um discurso onde não se encontra culpados, lê-se em jornais manifestações eruditas sobre democracia e transparência, porem fala-se e age-se muito pouco em efeutar transformações nas bases. Pergunsta-se quais as bases? Nossa juventude. Quando o Collor deixou na lembrança o famoso escândalo na casa da dinda sequer pensaríamos que outros tantos viessem à tona. Pois Presidente entra e Presidente sai, as maracutaias continuaram e, muitos juvens que naquela época estavam no limite da escolha profissional ingressaram na politica e hoje provavelmente reproduzam os retratos do passado. Mas isso não é o pior. O pior é que o ensino declinou, a formação dos professores festá a desejar, as familias passaram a compor o lado negro da falta de educação... e por aí a coisa vai. Pergunte a seu filho, seu sobrinho, seu enteado, para o médico, para o advogado, para o professor, para o sacerdote, para o economista se um dia passaram pela páginas da obra Os Dono do Poder ? Se eventualmente alguém disses que leu, agarre-se neste ser pois é espécie rara. Clone-o. Tive dificuldades de passar para meus alunos quando lecionava no EM. A dificuldade nao era a leitura era o preço do xerox do capítulo ou da dificuldade do agendamento na biblioteca da escola. Então ficava eu a pensar como fazer para que nossos educandos pudessem, no curso de seus dias futuros examinar com maior precisão e exporem suas opiniões do que estamos passando. Porém nao é somente dos jovens a responsabilidade é dos adultos também. No sentido de contribuir com a reflexão, me socorro do que está publicado na Zero Hora de hoje, 29/07, - p. 19 -na coluna da jornalista Ana Amélia Lemos, reproduz a fala do professor Nei Alberto Pies o qual sustenta o seguinte: "A renúncia de Sarney não mudaria nada no Brasil se os brasileiros não mudarem sua concepção de poder" É exatamente neste ponto que ao ler a matéria, lembrei-me da obra acima citada. Se você blogueiro(a) ficar atento (o) leiam o capítulo que Faoro trata do paternalismo... tenho a mais plena convicção que me darão razão... precisamos mudar nao só os politicos cuja relação é por demais conhecida... precisamos fazer com que esta juventude de quem vem sendo tirada o poder de reflexão, ... ler mais é pensar no amanhã. Até mais.
terça-feira, 28 de julho de 2009
HOSPITALIDADE - ALGO MAIS QUE UM CONCEITO.(1)
A palavra nos leva a pensar em hospital, o que não está errado. Hospitalidade porém é mais que um belo sorriso e uma mão estendida a espera de uma gorjeta, sentenciam outros e por aí seguem as tentativas de definições, as quais, em seu tempo e na sua construção, devem estar todas corretas. Na minha caminhada como pesquisador, tenho lido muitos conceitos e uma infinidade de reflexões que são produzidas no mundo acadêmico com a firme proposta de multiplicar o conhecimento. Contudo, por mais que lia e refletia sobre o que passava pelos meus olhos, tudo não passava de reproduções sentenciais. Contudo, há alguns meses me deparei com um acervo de inestimado valor para quem busca entender a extensão do que o termo HOSPITALIDADE pode tomar ou representar. Lá pela metade dos anos sessenta, Francisco Perini, abre a sua cantina sob o nome de VINHOS PERINI. Esta familia na sua essência, foi uma das que dedicou-se para construir a cidade de Gramado/RS. Neste momento não vou falar sobre a cidade em si, mas daquilo que está abaixo da linha da visão, assim como um iceberg. Os registros apontam que o clã Perini chega em Gramado na primeira década do século vinte. Francisco se casa com Angela Bordin, familia que também já tinha raízes no lugar conhecido como Linha 28. As duas familias trilharam os caminhos da subsistência extraindo da terra praticamente tudo o que consumiam. Algumas vacas, terneiros, porcos e galhinhas pintaram por décadas a paisagem da propriedade. Lá pelos anos sessenta, Xico Perini como era conhecido, deu crédito a sua razão e fez da pequena propriedade um grande palco; construiu a vinícola Perini, cujo nome fantasia girava em torno de Vinhos Perini. No meio a tudo isto, casou nove dos seus onze filhos. Sua produção, pelo que se infere da documentação, era média pois aumentá-la significaria vencer os morros que singram a propriedade. Manteve sua proposta inicial aprimorando, contudo a qualidade dos vinhos e do suco de uva. Este é o panorama que foi possível reconstruir através de depoimentos de familiares e uma farta documentação, salva graças ao seu próprio destino. Porém se a parte da documentação empresarial é uma preciosa fonte de informações o que dizer da singularidade dos livros ouro? Em algum momento do passado os livros ouro tinham a finalidade de registrar valores, quando a finalidade era a realização de festas ou construção/ampliação/reforma de algo comunitário. Francisco Perini fez dos livros ouro algo diferente. Nas infindáveis páginas, alguns lidas com maior atenção outras nem tanto por força da letra do emissor, o que ali está escrito pode muito bem servir de tese para doutorado. A seu tempo, exporei algumas passagens das preciosidades encontradas. Aguardem!
... QUEM DORME ASSISTINDO UM FILME
Das tantas coisas que já ouvi nos meus 50 anos, esta é importante.
Relata uma familia de amigos que o grupo estava assistindo a um filme...
Por motivos que não vem ao caso, foi constatado que a mãe estava no quinto sono...
Indignados com tal postura, a cobrança veio imediatamente...
Em sua defesa a mãe respodeu...
- Eu não estava dormindo... estava olhando por baixo...
SAGÚ COM SUCO DE BERGAMOTA
No que diz respeito ao preparo de salgados nunca me 'apertei ' isto é patrimônio herdade pela genética materna. Mas preparar doces, é tormentoso porque as vezes (leia-se sempre) deixo de seguir as regras básicas. Porém esta receira posso dar ao meu leitor.
Para um litro de suco (não vale adicionar água) de bergamota coado -sem sementes - separe numa panela média
- duas xícaras de sagú - tape os grãos com água fervendo e em seguida despeje o suco.
- Em saparado, coloque 8 xícaras de açúcar para uma de água e mexa até criar um " fio ".
- Despeje esta calda na panela do sagú, que nesta altura já deve estar quase pronto. Mexa para não " pegar " no fundo.
- Se quiser colocar canela/pau e cravos é opcional.
- Numa outra panela coloque duas xícares de açúcar e deixe caramelar.
- Espalhe este caramelo numa refratária e, em seguida, despeje o sagú.
- Deixe esfriar sem levar no refrigerador.
- O sabor é inigualável.
- TEM MAIS UMA COISA. -
- ABAIXE O CURSOR....
Quem é o(a) felizardo (a) que irá lavar a louça?
CONVIVER COM O TORMENTO DE TER AMIGOS
Acabo de colocar a palavra amigos no google. Sem surpresa apareceu, em 0,09 segundos 286.000.000 sites que de alguma maneira trata do assunto. Mas isso não é o mais importante. Deve haver em algum lugar algo mais específico e mais digno de ser depurado porém nem tudo está perdido neste mundo onde o caos é constante. Tenho quatro nomes que podem servir de indicares quando falo ou penso a palavra amigo. Vera, Daniel, Mateus e Lucas, por incrivel mas três estão na Biblia. Quanto a Vera, desconheço se está escrito Naquele Livro. Mas de qualquer forma tem a mesma importância. Mas o que importa não é saber se estão aqui ou aoclá, o que importa é que sempre estão por perto. Gostaria de ser discreto ao falar deles (ou será neles ?) mas também nao quero ser. Eles sempre estiveram por perto ou não. Vou contar uma pequena passagem a qual damos boas gargalhasdas mesmo ter passado mais de 20 anos. Estávamos numa praia em Florianópolis cheios de filhos, bolsas e demais tralhas. Ao embarcarmos num pequeno bote que nos levaria a uma escuna, eu além de ter meu filhos Bruno no colo, não sei porque motivos, acabei tendo em minhas mãos a máquina fotográfica do Daniel, peça muito boa para a época... pois não é que a dita caiu de minha mão e só não aconteceu o pior foi a rapidez com que retomei-a. A única pessoa que viu a cena foi a Vera e até hoje comentamos o fato com muita gargalhada. Você deve estar pensando que derivei do assunto. Não. Jamais usaria este fato para abandonar o caminho escolhido. Utilizei-o como forma de mostrar como são as coisas. Num deslize qualquer podemos perder um bem precioso que temas nas mãos. O quarteo é implacável nas atitudes. Mas quando se trata de falar 'abobrinhas' mais dois grandes amigos entram em cena: o Camilo e o Júlio. Sérios nas atitudes tanto quanto o quarteto mas a coisa fica difícil de segurar. Daria para aprofundar mais, mas aos poucos as coisas fluirão e sairão da minha cabeça e passarão para o " papel ". Porém volto a dizer para você leitor. Eles são D+ e convicer sabendo que estão por perto fica mais fácil, mais seguro e sobretudo as horas ficam mais sábias quando os ponteiros do relógio não retroagem e a velhice aponta seus raios, mesmo que ainda tênues pela distância.
A HORA DA PALAVRA VERDADE
Falar a palavra "verdade" implica em ser verdadeiro acima e antes de tudo. Por vezes somos aquilo que a meio exige, isto tem muito a ver com ser verdadeiro, ou autentico. Dias atrás li alguns artigos sobre filosofia e cosntatei que o autor tentava justificar o Ser através de suas ações, o que não está errado. Se agimos dentro dos padrões que a ética (ocidental) disciplina, enão podemos dizer que somos ou que estamos dentro dos mandamentos da verdade. Verdade também implica em agir e contribuir para transformar a sociedade mais justa, ou menos carente de verdades. Ler jornais, revistas ou qualquer periódico que reproduza a sociedade politica, não nos leva a lugar algum. Isto não pode ser visto como mensagem ou atributos da verdade. Constantemente, e agora mais ainda, com a internet, podemos observar que vivemos momentos de falsas verdades, de falso profetas da verdade e o que á pior, os protagonistas das (falsas) verdades proliferam-se aos montes e rapidamente. O caminho que leva o homem aos pilares da verdade é estreito, longo, tortuoso e escuro para não ir além. Poucos chegaram a estes portais. Porém os que chegaram possivelmente tiveram e alguns ainda tem, de encarar o ensino do que vem a ser a verdade. Cito Madre Teresa de Calcutá por ter sido uma personagem que se destacou na minha formação. Observei suas atitudes mesmo que a longa distância sempre nos separou. Assisti váras vezes os filmes em que foi protagonista e nunca desistirei de suas ações. Mesmo após a sua passagem para o outro universo ela me mantém na linha. Assim são as pessoas; umas necessitando das ações das outras, mesmo que tropeços e algumas recaidas integrem o campo destinado aos "comentários" de nossas fichas. A hora da palavra verdade já chegou há muito tempo contudo fazemos de conta que ela ainda está por vir... assim vivemos no faz de conta esperando o dia do juízo... biblicamente apregoado
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