Relembrar significar voltar ao passado, seja ela próximo ou distante. Cada um de nós faz isso sem pensar. Nestes dias de geada, volto aos anos sessenta, quando morávamos nos fundos do prédio onde está a farmácia Agafarma, na rua Garibaldi. Saíamos para ir ao Grupo Escola Santos Dumont, que estava edificado exatamente onde está o Banrisul. O Prédio do Banco do Brasil, veio uma década depois e toda a extenção que da esquina até o pé do butiá (?) que divide o terreno do espólio do senhor Walter Bertoluci era um gramado de dar gosto. Na margem da calçada pela rua Garibaldi havia um chorão ( acho que esta geração nem imagina que árvore estou falando), os "galhos"eram comprido e não desperdiçávamos a oportunidade de fazer um jump agarrando um feixe de "galhos". No inverno isso era mais emocionante pois deslizávamos sobre a geada até chegar no limite do muro que dava para frente da escola. Um depois do outro ninguém deixava de participar da peripécia. O maior problema é que os pés ficavam gelados e reclamar seria levar um belo castigo; então se "guentava no osso". Mas o tempo e os exemplos sempre foram remédios admiráveis. Lá pela terceiro ano tivemos como professora Marisa Bertolucci, um dia falarei especialmente dela, e sem cerimonias disse que no dia seguinte poderíamos levar os chinelos de pano (aqueles que foram substituídos pelos abomináveis chinelos de dedos). Pronto. Estava resolvido o problema das crianças que bailavam como primatas agarrados em galhos do chorão. É interessante observar como a escola sempre esteve por perto dos acontecimentos!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
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