É comum os noticiários tratarem Gramado como a pérola mais preciosa do turismo regional e nacional. Mal sabem eles das peripécias que a comunidade fez para chegar até aqui. Um dia falarei dos ciganos que passvam por aqui. Hoje vou descrever a cena do lago numa das noites que o Agnaldo Rayol veio cantar para uma trezena de pessoas, sob uma temperatura de 9 ou 10 graus. Acredito que o espetáculo era parte de alguma edição da Festa das Hortênsias. Meu pai tinha uma kombi, com a qual entregava pão. No final da tarde ele a estacionou - onde hoje é o primeiro refúgio aos que querem se sentar e olhar para o lago... As hortênsias, de dia claro e ensolarado, faziam sombra aos que passavam pela rua... Lá pelas tantas eis que surge o astro e, sob os apupos da platéia ansiosa, cantou... Minha mãe sempre foi uma excelente cozinheira, minhas tias nem o diga. A kombi era uma confeitaria ambulante. Pastel e gasosa ( lembram ?) não faltava... Os veranistas, aos uivos, gritavam mais uma! mais uma! e lá vinha o Rayol dentro de um smoking branco e soltava a gargante. Isso levou horas e nós dentro da kombi labendo os beiços ao sabor das "gulodices". Lá pelas tantas, um Hóóóóóóóó! tomou conta do ambiente. Pois não é que uma dita, de maiô e com touca de borracha (aquelas coisas de banho de praia) se jogou no lago para abraçar o rouxinol que cantava? Este episódio, foi mais ou menos a cena protagonizada pelo poeta no festival de cinema no passado recente. Todos ficaram atônitos ao ver o que estava ocorrendo. Acho que o prefeito da época teve vontade de pegar a dita e afogá-la... mas como todos estão acostumados a dizer foi mais uma excentricidade e logo o tempo passa e as pessoas esquecem... Porém são estas pequenas coisas que constróem a historiografia de uma comunidade. Temos que ler o livro do pekinha... ali tem coisa muito boa!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário