Amahã é nosso dia. É engraçado como o sistema capitalista criou dias especiais. Vendem de tudo e em condições que mesmo nao sendo pai, sempre haverá quem se aproveite da situação. É isso mesmo que o capitalismo quer. Mas não é isso que vou apontar. Se se é pais é poque se tem filhos. Eu tenho dois, o Bruno e a Luciana. Os dois me consomem. O Bruno mais que a Lú, pois como está fora, fica mais difícil mas quando chega... Senhor! Na quinta-feira, por conta da suspensão das aulas o Bruno pediu para fazer bife à milanesa (z?)... Qual a minha supresa. Fez tão bem quanto eu. Coisas assim são presentes. As poucas vezes que o Bruno foi para a cozinha, a comida saiu boa... isso tem um significado interessante pois nunca parei para mostrar isso ou aquilo... o que aprendeu foi olhando. Tem uma regra na Sociologia, também adotada pela História e Antropologia, que a figura masculina passa para o filho aspectos e traços culturais, enquanto que a figura feminina passa a palavra. A Luciana por sua vez também tem dotes na cozinha mas as vezes liga para saber como se faz molho branco... ou como passar um vestido... As duas tarefas citadas passaram diretamente do pai para os filhos sem serem os mesmos atuantes no cotidiano. Mas isso vai mais fundo. Quando se é pai, nuca se sabe o que fazer nas horas críticas, naqueles momentos onde as nuvens pretas da familia Adans se acomodam sobre a casa... Pois acredito que este é o momento onde os filhos ensinam os pais, porém de forma inversa, como se olhássemos num espelho. Que presente maior podem nos dar filhos assim? O que é bom tem que ser dito. Um dia desses, lendo um artigo do Caio Prado Jr. ele escreveu algo que me chamou atenção: é comum acreditarmos tanto no que os outros dizem, escrevem ou fazem, que deixamos de acreditar em nós mesmos pois quando chega a hora do exemplo sempre temos a sensação de que os outros (no caso os filhos) sempre fazem melhor... isto com o tempo passou a abalar a auto-estima das duas partes, deles e minha. Depois disso resolvi da mais anteção aos traços da persoanalidade de ambos e começei a perceber que eles cresceram e aquele pai que os criou tem sua parcela de carinho, amizade e muita alegria em saber que há amor de forma recíproca. Feliz dia dos FILHOS!
sábado, 8 de agosto de 2009
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Muito bom artigo...abraço
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