quarta-feira, 29 de julho de 2009

RUA FELIPE CAMARÃO, 100/ap101

Não dá para esquecer.Ainda ontem comentando com alguns amigos, voltei aos tempos em que fomos morar em Porto Alegre. O João Batista Rossi (nona) e o Luiz Gustavo Marcadenti (só Gustavo) já habitavam o ap. Em março de 1979 foram para lá o Osmar José Accordi, o Mazé, o Luiz Carlos de Giacometti, o Jaco e eu, que além de me chamarem pelo apelido Tato, logo ganhei mais um... acreditem de Maria. Esta atribuição saiu da boca sempre felina do Gustavo, mas nunca lhe tirei a razão e nunca desferi nenhum golpe de raiva... sempre achei engraçado e rimos muito. O que vou escrever é o mais fiel dos relatos e tenho plena convicção que depois deste fato, o codinome Maria me valeram créditos. Na Avenida João Pessoa, abriu uma discoteca, cujo nome não recordo mas sei que o lugar era badalado. Fizemos de tudo para comprar ingressos até que o "bando" de Gramado apareceu. Alguns chegaram a comprar ingressos falsos... mas o meu era autêntico. A casa estava lotada a ponto das mesas se transformarem em pista de dança. Naquela época eu pesava seguramente 30 quilos a menos... e não deu outra: minha amiga Jaqueline fez o sinal e fui... Não sabíamos que a dita mesa tinha só o pé do meio... e na segunda reviravolta fui ao chão como uma jaca madura ( nunca vi uma jaca madura caindo!) mas o tombo me valeu o deslocamento do joelho - a coisa foi feia - a ponto de ser tirado da casa num tempo muito curto. Fui levado para o Pronto Socorro por um motorista de táxi que ao entrar disse que se eu urinasse,pagaria o dobro da conta. Depois de longas horas, peguei outro táxi e fui embora... isso já era sete da manhã. Quem está chegando na mesma hora? o Gustavo. Não fosse a cena que ele presenciou talvez meu apelido de infância nunca teria um parceiro. Eu estava todo estropiado e pedi ao motorista que me ajudasse... o benemérito me tirou e me pegou no colo. Tudo o que veio depois foram horas de muitas gargalhadas. Escrevo isto como uma homenagem ao Gustavo que partiu cedo demais.

Um comentário:

  1. Só falta fazer uma crônica do outro apartamento 101, o da Avaí, 137. O dia em que Gilnei, em um ataque de fúria, quebrou a fita de Júlio Iglesias; a festa de aniversário de Gilnei, com porco caramelado; o dia em que sonambulei e entrei no quarto do Muskito, que quase me parte ao meio com um golpe de karatê. Se me pega, me estraga, como diria Jaime Caetano Braum.

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