sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O TEMPO QUE O TEMPO TEM = (st + g)

Acabo de enviar uma mensagem por telefone para minha filha Luciana pedindo a ela que dia virá para casa. Respondeu-me, também por mensagem, que estava com muitas escalas. Segundo ela, só no final no mês... no final da mensagem a famos expressão por que? Essa é a a nossa vida. por que? Se tua vais a feira de pijame... é louco... se sai na rua de rolo na cabeça é excêntrica... se manda uma à merda é mal educado. se vestes um terno com gravata laranja é brega, se buzina é porque está estressado e por aí vai. Mas existem mais por ques sltos no ar assim como o maldito virus da gripa 'A ...' Tem gente que para para pensar em: por que isso, por que alquilo, por que isso não é assim, por que fulano isso, por que fulano aquilo. Jesus segure a cruz ! Digo: Vamos sentir mais saudades de quem está longe, sentir medo do escuro, pensar na flor que aparecerá na primavera, olhar para o horizonte na tentativa de encontrar um rabo de galo, pensar na cueca/calçinha que poderá nos fazer mais atraente na frente do companheiro(a)... mas paremos de perder tempo com perguntas sem respostas. Normalmene o que não tem resposta é idiota. Vera Pante minha grande amiga, uma vez me disse algo que jamais esquecerei: devemos abrir nossas torneiras para que água suja saia de dentro de nós! Sábias palavras. Aliás os amigos sempre possuem sábias palavras., ou de alguma maneira, servem para nos mostrar o que o tempo tem. O tempo era isso até que algum idiota e desocupado inventou o relógio. Mas temppo é exatamente isto... o nada o vazio, o oco, o efêmero... somos nós quem o vestirá e dará e fará dele o seu corpo, ter alma, ter sentido, ter perfume, ... É comum ouvir e, comigo ocorre muito isso. dissemos: o fulano(a) de tal me lembra isso ou aquilo. É porque este fulano(a) nos faz dar sentido ao tempo... Que ler isso poderá pensar que pirei e que estou a filosofar... Mas é isso mesmo que quero fazer pensar em quem efetivamente preenche meu tempo ... (abafa!) mas por sinal vem dando seus sintomas. Essa regra sintomas do tempo + gravidade (st + g) são coisas que pedirei explicações a Einstem quando eu o encontrar na Eternidade ou se tiver a oportunidade, ao Próprio Cristo, se Ele me atender!

A DANÇA DOS INCAUTOS

Por decisão pessoal hoje parei pra examinar as notícias sobre os tropeços dos nossos Senadores também sobre a querela entre os Procuradores Federais e o grupo de pessoas que integram a Ação de Improbridade Administrativa. Ouvi vários locutores, jornalistas, advogados, procuradores, pessoas comuns... isso foi o dia inteira. Antes do jantar, liguei a televisão no canal 21, um dos poucos que não é de alguma seita ou que vendo boiss, cabras, vacas... Eis que ali aparece o Senador Pedro Simon, personalidade que gravou no solo gaúcho um dos mais importantes significados. Ao que me parece, o programa irá ao ar lá pelas 23 horas... é uma pena que seja tão tarde... mas o que fazer. Voltemos ao Senador. Acredito que um dos únicos modelos de governo que ainda padece, mas que não deixo rastro... foi o dele. Enquanto Senador da República, quero acreditar que seja Honesto - vejam que escrevi com a letra maiúscula -. Conheci o Senador na sala do Dr. Jamil Asmus Aiquel, na rua dos Andradas, n. 1237/7o. onde não só trabalhei mas onde conheci pessoas com princípios éticos impressionantes. Dr. Angelito, irmão mais velho do Dr. Jamil era quem fazia a mediação. O Dr. Jamil era mais sério, porém seu coração era doce e perfumado - se me concentrar... ainda sentirei a bondade saira daquele corpo. Mas deles falarei outra hora. Hoje é o Senador. Se o vereador está para o municipio, o deputador estadual para o Estado e o Senador para o País, Simon merece nosso respeito. Poderia ele abandonar o PMDB mas isso, pelo que deduzo ela jamais fará. Então, tal posição é uma direção de que é convicto com a ideologia. Estou convito da postura desse Senador. Acaso o Presidente do Senado tivesse coragem e se permitisse ser visto na sua fragilidafe, a nação brasileira nào estaria tão carente de representantes. Isso é uma pena. Hoje entendo as razões desse desamparo. É a pura ignorância e a mais concreta covardia. Tais adjetivos nascem dentro da sociedade em que somos criados. Vejamos um exemplo. Quem de nós irá votar nas próximas eleição para Governador ... senão em pessoas que A ou B ou C venham nos pedir o voto? Sabemos que se não votarmos nossa vida se tornará um inferno.... paga-se multa por isso. Logo levaremos outra personalidade que em pouco tempo terá tantas e outras preocupações politicaas para solucionar ou procurar alguma forma de "escapulir". Como é que sairemos desse lodaçal? Por caridade leiam Rymundo Faoro. Ele explicará. O dito deve estar revirado no túmulo... pena que ninguém o lê, ninguém o reproduz, ninguém o explica ou o contesta. Acho que sou eu o errado!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

HAVAI 135

Há muitos anos havia na televião um seriado chamado HAVAI "qualquer coisa". Mas isso fica de fora. Citei só porque me faz lembrar do passado quando morávamos na rua Havai.135/101. Quando relatei o caso do meu apelido no texto anterior. Provoquei a lembrança do meu amigo MIRON NETO. Mas antes de falar do MIROM que dizer que o o GARIBALDI foi um dos homens mais educados de quem tive o prazer de conhecer. Sempre com uma palavra amiga e sempre, na presença de mulheres a elegância sobressaia. Mas vamos a rua Havai... Antes de falar da fita. vale lembrar que o MIROIN era sonambulo. Chicoteio-me por nao ter gravado seus devaneios. Mas a vida é assim mesmo, queremos fazer hoje o que deixamos de fazer no passado. Nem imagino eu, Miron, o Mosquito e lá sei eu quem mais morando juntos... mas foi legal. No comentário feito pelo amigo, é citado dois eventos: o da fita e uma festa de aniversário... foram legendárias e o que rolou por lá é indescritivel apesar de não ser impossível ou imoral. Mas isso foi irrisório perto de uma janta, que em conjunto do o MIRON, fizemos para o pessoal da comunicação da PUC/RS. Acredito que o assunto em moda era o de não comer carne vermelha e ppor conseguinte o peixe deveria ser o top de linha. Fritei 10 kg de filé de peixe para meia FAMECOS. O síndico era o primeiro a ser convidado - isso para nao ter problemas com o barulho. Mas uma das boas mesmo foi uma assinatura de algums dessas revistas semanais. Não sei se ainda existe, mas havia encartes internos voltados para algum tipo de "cuidado" . Alguma alma pena fez uma assinatura em nome do Mosquito... todos conhecem ... acho que era algo ligado a veterinária... pulgas... etc. Só para que presenciou a cena pode avaliar as risadas do episódio. Depois veio a Léa... pessos da mais alta categoria mas drogada como nunca vi !. Ela morava num edificio próximo ao nosso sendo que os encontros eram praticamente diários. Pois não é que a "dita" carregava consigo uma garrafa de vodka ou de gim numa bolsa... eram oito horas da manhã e lá estava ela tropega em seus passdos. Hoje creio que quem a conheceu, sente saudades. Lembra dela Miron? Outra passagem que lembra o ap da Havai era o "bodega"da Maria, uma probre alma caridosa, cheia de boa vontade. Nao sei quantas vezes nos vendu "fiado"... maas sempre pagávamos. Lembro que num fim de semana de inverno gélido nõa tinhamos um centavo "furado" fui na banca da Maria e pedi uma garrafa de vinho... a boa alma de cedeu um vinho tão ruim... que ao primeiro gole veio uma dor de cabeça que me levou ao sono de tanta novalgina que teomei. Outras tantas coisas passamos juntos ... é uma lástima que os grande amigos e os momentos prazeirosos ficam na lembrança... mas o que fazer? Paul Virillio, urbanista frances com grande trânsito na linguagem tecnologica é uma boa freferência para momento como estes... Miron... valeu à pena vivermos aqueles momentos. Abraços.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A CRIANÇA, A GEADA E A ESCOLA

Relembrar significar voltar ao passado, seja ela próximo ou distante. Cada um de nós faz isso sem pensar. Nestes dias de geada, volto aos anos sessenta, quando morávamos nos fundos do prédio onde está a farmácia Agafarma, na rua Garibaldi. Saíamos para ir ao Grupo Escola Santos Dumont, que estava edificado exatamente onde está o Banrisul. O Prédio do Banco do Brasil, veio uma década depois e toda a extenção que da esquina até o pé do butiá (?) que divide o terreno do espólio do senhor Walter Bertoluci era um gramado de dar gosto. Na margem da calçada pela rua Garibaldi havia um chorão ( acho que esta geração nem imagina que árvore estou falando), os "galhos"eram comprido e não desperdiçávamos a oportunidade de fazer um jump agarrando um feixe de "galhos". No inverno isso era mais emocionante pois deslizávamos sobre a geada até chegar no limite do muro que dava para frente da escola. Um depois do outro ninguém deixava de participar da peripécia. O maior problema é que os pés ficavam gelados e reclamar seria levar um belo castigo; então se "guentava no osso". Mas o tempo e os exemplos sempre foram remédios admiráveis. Lá pela terceiro ano tivemos como professora Marisa Bertolucci, um dia falarei especialmente dela, e sem cerimonias disse que no dia seguinte poderíamos levar os chinelos de pano (aqueles que foram substituídos pelos abomináveis chinelos de dedos). Pronto. Estava resolvido o problema das crianças que bailavam como primatas agarrados em galhos do chorão. É interessante observar como a escola sempre esteve por perto dos acontecimentos!

UMA MESA AO SOL

Hoje finalmente dei um lugar justo e merecido a uma mesa que provavelmente tenha mais de cem anos, considerando o tempo em que a madeira foi serrada e a mesa construída. Segundo que entende, o lenho é de carvalho com pinho, duas espécies que atravessam várias gerações. A história dessa mesa é muito curiosa. Nos últimos anos da década de sessenta, Irma Perini Zanatta abastada em saúde e determinação e com uma mão para cozinha como poucas, construiu uma meia água nos fundos do seu terreno na rua Theobaldo Fleck. Ali, por décadas ela fez de tudo; costurava as indumentarias dos sacerdotes, lava de joelho o piso da Igreja matriz, e fazia os melhores pastéis que algum já teve a sorte de provar. Como sobrinho predileto, sempre tive a felicidade de ter esta iguaria por perto. A mesa da qual me refiro, veio parar em minhas mãos, assim como todo o madeirame da meia água, Quanto as tábuas, de vez enquanto faço alguma coisa, mas a mesa me cobiçava. Hoje ela foi para num lugar, que se não é o mais indicado, recebe a luz do sol, o que me leva a ver a face sempre sorridente de minha tia. Pessoas como ela deveriam ser clonadas por decreto!. Durante praticamente todo o dia fiquei preparando o lugar. Posso dizer que foi emocionante vê-la em em primeiro plano no espaço destinado. Por volta das dezessete e trinta horas, Bruno, meu filho chegou em casa e criticamente disse que "esse não é o melhor lugar" Bem sai eu que o lugar de destaque desta mesa é dentro de um espaço cultural, com uma biografia da minha tia... Respondo a ele que me desse alguns dias de felicidade pois ao passar por ali , ao ver a mesa veria minha tia ... isso é estranho, tanto para ele que não chegou a conhecê-la pois era ainda criança quando do seu passamento quanto para mim que tanto desejei ver esta mesa respirando o ar livre como ela tanto fez durante sua vida. A história de vida das pessoas obedece um ciclo e este ciclo poucos, muito poucos, próximos ou distantes, podem vivenciar. Carlo Ginzburg, autor de renome internacional que estuda a microhistória, refere que os pequenos indícios são fontes importantes para reconstrução do passado. Isto também é difícil mas não impossível de ser creditado a alguém... mas num pais onde sempre se cantou o hino nacional, da bandeira... se decorou datas ditas por importantes, conheceu-se também por decoreba os nomes de ministros ... só para citar alguns, conhecer e aprofundar-se de uma geração para outra as regras da Nova História, é difícil... mas como costumo dizer, na História do homem não há culpado e sim responsáveis. Incluo-me nesta categoria. Acredito ter amenizado a minha responsabilidade em dar a mesa um lugar ao sol, merecidamente.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

RUA FELIPE CAMARÃO, 100/ap101

Não dá para esquecer.Ainda ontem comentando com alguns amigos, voltei aos tempos em que fomos morar em Porto Alegre. O João Batista Rossi (nona) e o Luiz Gustavo Marcadenti (só Gustavo) já habitavam o ap. Em março de 1979 foram para lá o Osmar José Accordi, o Mazé, o Luiz Carlos de Giacometti, o Jaco e eu, que além de me chamarem pelo apelido Tato, logo ganhei mais um... acreditem de Maria. Esta atribuição saiu da boca sempre felina do Gustavo, mas nunca lhe tirei a razão e nunca desferi nenhum golpe de raiva... sempre achei engraçado e rimos muito. O que vou escrever é o mais fiel dos relatos e tenho plena convicção que depois deste fato, o codinome Maria me valeram créditos. Na Avenida João Pessoa, abriu uma discoteca, cujo nome não recordo mas sei que o lugar era badalado. Fizemos de tudo para comprar ingressos até que o "bando" de Gramado apareceu. Alguns chegaram a comprar ingressos falsos... mas o meu era autêntico. A casa estava lotada a ponto das mesas se transformarem em pista de dança. Naquela época eu pesava seguramente 30 quilos a menos... e não deu outra: minha amiga Jaqueline fez o sinal e fui... Não sabíamos que a dita mesa tinha só o pé do meio... e na segunda reviravolta fui ao chão como uma jaca madura ( nunca vi uma jaca madura caindo!) mas o tombo me valeu o deslocamento do joelho - a coisa foi feia - a ponto de ser tirado da casa num tempo muito curto. Fui levado para o Pronto Socorro por um motorista de táxi que ao entrar disse que se eu urinasse,pagaria o dobro da conta. Depois de longas horas, peguei outro táxi e fui embora... isso já era sete da manhã. Quem está chegando na mesma hora? o Gustavo. Não fosse a cena que ele presenciou talvez meu apelido de infância nunca teria um parceiro. Eu estava todo estropiado e pedi ao motorista que me ajudasse... o benemérito me tirou e me pegou no colo. Tudo o que veio depois foram horas de muitas gargalhadas. Escrevo isto como uma homenagem ao Gustavo que partiu cedo demais.
Estamos vivendo tempos tormentosos na politica, nas relações pessoais, na religião, na sociedade como um todo. Parando para pensar estamos deliberadamente fazendo, ou melhor, deixando de fazer o Bem. Escrevo com o "B" maiúsculo pois o Bem que quero tratar é aquele do coração. Os filósofos gregos e depois os romanos tinham por base o Bem como algo supremo... hoje deixamos de pensar no supremo pois não entendemos o que venha a ser "supremo". Lanço um desafio ao meu leitor: Quando você contra alguém que há muito não vê qual é a sensação que lhe toca? Acredito que este sentimento ou sensação é a mais pura manifestação do Bem. Outro desafio: procure em todos os livros que você já leu, nos anais religiosos, nos cartões de aniversário/formatura/casamento e por aí vai e veja se o que está escrito não é a mais íntima sensação/maifestação do Bem. Pois é, ali está o bem que queremos desejar ao nosso semelhante... mas assim mesmo são fracas as nossas armas. Um dos mais séticos autores que ja li, falo do Saramago, na obra Ensaio Sobre a Cegueira, que foi transformada em filme, por favor assistam ou leiam o livro, trata a manifestação do Bem como algo supremo. Quem sabe se não exercitássemos um pouco mais as nossas atitudes, o Bem que hoje falamos ou pensamos poderia ser diferente?